CDB ou Tesouro Direto: Qual Vale mais a Pena?

A resposta é imparcial. Depende do seu perfil de investidor e qual o objetivo do investimento.

Mas antes, te convido a conhecer, de uma forma mais simples, o que é CBD, Tesouro Direto e suas variáveis.

Assim, pode entender melhor como funcionam e ter mais clareza no momento de decidir em qual investir. Vamos lá?

cdb-ou-tesouro-direto

Certificado de Depósito Bancário

Ou CDB, nada mais é do que você emprestando dinheiro ao banco. 

Mas como assim? Não são apenas os bancos que emprestam dinheiro?

Então! O Banco Central determina que todos os bancos tenham fluxo de caixa positivo ao fim de cada dia.

Para isso, eles utilizam o dinheiro que você deposita para cumprir esta determinação.

E como todo empréstimo que você conhece, sempre há a incidência de juros. 

São esses juros que remuneram sua aplicação, com taxas e prazos variáveis.

Assim, quando você contrata um CDB, sua remuneração se dá através dos juros obtidos sobre o montante investido, dependendo de fatores como:

  • Tipo de taxa escolhida
  • Prazo em que a aplicação é mantida na instituição
  • Tributação incidida sobre o rendimento.

O CDB possui dois tipos de taxas:

  • Pré-fixadas: aqui, você sabe exatamente qual a taxa será aplicada sobre seu investimento.

Por exemplo, ao contratar o título, consta no contrato os juros de 10% ao ano. 

Ou seja, sabe que daqui a 12 meses, terá seu investimento acrescido de mais 10%.

  • Pós-fixadas: os juros não são fixos, podendo sofrer variações de acordo com outros indicadores econômicos, como:
  • Taxa Selic
  • IPCA
  • CDI e outros.

Mesmo assim, essas taxas variam menos, uma vez que determinam o rumo do nosso mercado, logo, sendo mais estáveis. 

Diferente da bolsa de valores, por exemplo, onde, em um único dia, o investidor pode tanto ganhar muito, como perder tudo.

O CDB tem a vantagem de permitir que resgate seu investimento a qualquer momento.

Existem aplicações que você pode retirar no mesmo dia, no dia seguinte e até mesmo a partir de 90 dias.

Varia muito do tipo da opção escolhida e das políticas de cada instituição. Portanto, fique atento!

Contudo, essa ação influencia diretamente sobre o rendimento e as tribulações nela incididas, que são o IOF e o Imposto de Renda.

Veja como funciona:

  • IOF: cobrado apenas se resgatar sua aplicação antes de 30 dias, da data em que a fez.
  • Imposto de Renda: cobrado nas seguintes condições, conforme tabela regressiva:
  • Alíquota de 22,5%: cobrada se resgatou o investimento até 180 dias
  • Alíquota de 20%: cobrada se resgatou o investimento entre 181 e 360 dias
  • Alíquota de 17,5%: cobrada se resgatou o investimento entre 361 a 720 dias
  • Alíquota de 15%: cobrada se resgatou após 720 dias.

Ou seja, quanto mais tempo deixar seu dinheiro aplicado, mais irá ganhar, tendo maior liquidez.

Agora que pode ver como funciona o CDB, vamos entender sobre o Tesouro Direto?

Tesouro Direto

Criado em 2002, é um programa do Tesouro Nacional, em parceria com a BM&F Bovespa, para venda de títulos públicos à pessoas físicas, pela internet.

Assim como no CDB, ao investir em um título público, você empresta seu dinheiro, só que para o Governo Federal.

Esse dinheiro é utilizado para a melhoria no desenvolvimento do país, como saúde, educação e infraestrutura, por exemplo. 

E, como em todo empréstimo, há a remuneração por juros, que serão o seu ganho sobre o valor investido.

Vale acrescentar que neste caso não há um documento físico, apenas um número de protocolo online, para consultar sua operação. 

Cada título inteiro custa R$ 30,00. Também pode ser comprado por fração.

Mas o que são títulos públicos?

São ativos de renda fixa, cujos rendimentos podem ser dimensionados no ato da sua compra, já que não variam.

Eles são divididos em:

 

  • Títulos pré-fixados
  • Títulos pós-fixados.

Vamos ver qual a diferença?

Nos pré-fixados, você saberá exatamente quando irá receber ao final da aplicação.

Para cada unidade de título, o valor a ser recebido é de R$ 1.000,00, segundo o explicado no site do Tesouro Nacional.

Nesta modalidade, existem dois tipos:

  • Tesouro Prefixado (LTN):

Aqui o pagamento de uma só vez, no vencimento da aplicação.

Como mencionado acima, o valor é de R$ 1.000,00 para cada unidade de título. 

Porém, caso necessite vender antes do vencimento, será considerado o valor atual de mercado.

Neste caso, sua rentabilidade pode ser tanto maior, quanto inferior à esperada.

 

  • Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F):

Nesta modalidade, os juros remuneratórios são pagos a cada 6 meses, até o vencimento do investimento.

Nele, há a cobrança do IR, que é regressivo, da mesma forma como explicado no CDB.

Recolhendo apenas no vencimento, você receberá R$ 1.000,00 por cada título, mais os juros do último semestre.

Já nos pós-fixados, a rentabilidade é composta pela taxa pré-definida mais a variação de um indexador econômico.

Eles podem ser tanto a Taxa Selic quanto o IPCA.

Nesta modalidade, existem 3 diferentes tipos, os quais:

 

  • Tesouro Selic (LFT):

Remuneração obtida pela taxa pré fixada, mais a Selic. 

O pagamento é único, no vencimento do investimento.

Aqui, vale a pena se não precisa de um retorno rápido. 

Precisando resgatar antes do vencimento, será vendido pelo valor atual de mercado.

 

  • Tesouro IPCA + com Juros Semestrais (NTN-B):

Remuneração obtida pela taxa pré-fixada mais a variável do índice de Inflação, o IPCA.

Ela é paga a cada 6 meses.

Há incidência do IR, conforme tabela regressiva, mostrada no CDB, mais acima.

Mesma regra dos demais para resgate antecipado.

 

  • Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal):

 

Remuneração obtida pela taxa pré-fixada mais a variação do IPCA.

Pagamento único, ao fim do vencimento.

Não há cobrança de IR.

Mesma regra dos demais para resgate antecipado.

Pronto! Agora que está mais claro o que é CDB e Tesouro Direto, vamos ao que interessa. 

Onde investir?

Acredito ter ficado claro que, ambas as opções são muito adequadas para investidores iniciantes ou de perfil mais conservador e moderado.

São tidas como as mais seguras pelo mercado, uma vez que possuem taxas fixas e variáveis. 

Mesmo as variáveis são seguras, já que são atreladas à indicadores que norteiam nossa economia.

Para investir em qualquer um é necessário ter uma conta em uma instituição financeira ou corretora, em seu CPF.

Normalmente, aplicações no CDB costumam ser de, no mínimo, R$ 1.000,00. Mas há opções no mercado com menor valor. Vale pesquisar!

Como falado, para o Tesouro Nacional, cada título inteiro pode ser comprado por R$ 30,00, tanto pelo site do Tesouro, quanto pelo banco ou corretora. 

Quando resgatar seu investimento?

Apenas aguarde o tempo de vencimento estipulado no contrato, para pegá-lo de volta. No caso do CBD, fique atento às regras do contrato e à tabela regressiva do IR, caso seja pós-fixado.

Caso faça o resgate antes do vencimento, você corre o risco de perder dinheiro. Isso porque os títulos sofrem alteração do seu valor de mercado. 

Para o Tesouro Nacional, as opções que oferecem vencimentos semestrais são uma opção interessantes para quem deseja viver de renda.

Conclusão

Ambos podem valer a pena. Vai depender apenas qual opção é a mais adequada para seu perfil e objetivo. Não é preciso muito dinheiro para se tornar um investidor. Isso é mito.

É necessário apenas disciplina, paciência e buscar orientação, tanto com um profissional de sua confiança, quanto lendo artigos especializados, como este.

Bons investimentos e ótimos ganhos!

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