Minimalismo: um estilo de vida que te ajuda a economizar

O minimalismo não é um termo novo. Entretanto, este vem ganhando novos adeptos a cada dia. Este estilo de vida onde menos é mais apresenta diversas vantagens em tempos de acúmulo e consumismo. 

Hoje aprenderemos um pouco mais sobre ele, além de conhecer pessoas que já estão aderindo a esse estilo de vida.

O Minimalismo como estilo de vida

A origem do termo vem de movimentos artísticos do século 20, que utilizavam poucos elementos para compor suas obras. O termo migrou, em seguida para outros campos, como o social.

O minimalismo também apoia-se em movimentos de contracultura como o hippie e o punk, que questionam a sociedade consumista em que vivemos. 

Entretanto, os minimalistas não buscam a construção de uma nova sociedade, mas sim mudar seus próprios hábitos dentro de nossa sociedade.

Segundo Francine Jay, autora do livro Menos é mais: Um guia minimalista para organizar e simplificar sua vida, adeptos do minimalismo focam mais em viver experiências com as pessoas ou consigo mesmo, do que às posses acumuladas durante essas experiências.

O escritor Joshua Fields Millburn, que junto com o também escritor Ryan Nicodemus, produziram o documentário Minimalism: A Documentary About the Important Thing, explica que, apesar de o termo surgir no século passado, essas ideias remontam a tempos ainda mais antigos. Ele pode encontrar suas origens no estoicismo.

O estoicismo foi uma corrente filosófica da Grécia Antiga, que surgiu no século IV A.E.C., definindo que a felicidade, objetivo maior da vida, só seria alcançável através de uma vida simples e harmônica com a natureza.

Por ser um conceito mais antigo que a Era Comum, o minimalismo pode ser e vem sendo adaptado para diversos arranjos sociais ao longo do tempo.

O minimalismo parte do princípio de que acumulamos muitas coisas em espaços que vem se tornando menores e mais caros. 

Entretanto, não utilizamos a maioria dessas coisas, nos forçando a descartar ou perder a maioria dessas coisas.

Apesar de focar em resolver esses gargalos, o minimalismo não limita-se, apenas à redução do consumo. Entre seus preceitos estão a sustentabilidade e a saúde de seus praticantes. Isso porque o acúmulo de coisas pode levar à doenças como ansiedade, pânico e distúrbios alimentares.

Um dos maiores expoentes do estilo de vida minimalista, na cultura pop, é o filme Clube da Luta. No princípio, parece, realmente, um filme sobre lutas de rua. 

Entretanto, ele cresce para se tornar uma crítica à sociedade de consumo em que vivemos. O protagonista do filme argumenta que as coisas que você possui acabam por te dominarem.

O estilo de vida prega que devemos estar preparados para nos desapegar de tudo. Nossas coisas, nossos hábitos ou mesmo nossas ideias.

O minimalismo parte do princípio de que, a partir do momento em que não somos mais dependentes de nossas coisas, não somos definidos por elas. Assim nossas possibilidades se tornam muito maiores.

Veja algumas pessoas que levam vidas minimalistas 

A modista Isabel Alves, de 23 anos vivia, até pouco tempo atrás, com roupas e maquiagens espalhadas por toda a casa, gastando boa parte de seus ganhos. 

Após ingressar na faculdade de moda, Isabel aprendeu mais sobre consumismo e minimalismo e acabou optando por este último, podendo se dedicar mais a planejar suas viagens.

Isabel conta que antes de entrar para o curso, admirava todo o glamour do mundo da moda. Mas, após o estudo, percebeu o alto preço que as pessoas e o meio ambiente pagavam para sustentar esse estilo de vida opulento. 

A modista percebeu o quanto a moda barata e descartável era custosa, a longo prazo para o planeta como um todo.

Uma das atitudes mais positivas a se tomar, nesses casos, é fazer um inventário de tudo o que se tem. E foi, exatamente, isso que Isabel fez, ao aderir ao estilo de vida minimalista.

Isabel juntou tudo o que não queria ou não servia mais (que ainda estava em bom estado) e montou um brechó online em 2016. O pequeno negócio já lhe rendeu mais de R$ 5 mil. 

Isso se revelou não só uma forma de Isabel se ver livre do que não precisava. Mas abriu as portas para um novo negócio: o de garimpo de roupas usadas.

Além de iniciar em uma nova profissão, Isabel também mudou de endereço. Após perceber que o apartamento de 68 m² era muito grande para ela e o marido, resolveu mudar-se para um espaço de 42 m², mais fácil de administrar.

É possível diminuir sua quantidade de roupas comprando em brechós, personalizando ou reutilizando roupas mais antigas ou aderindo a um guarda-roupas cápsula, que faz uso de um número limitado de peças. E é exatamente isso que Isabel e o marido fizeram, com seu guarda-roupas que conta com 5 pares de sapatos e 30 peças de vestuário.

Fernanda Marinho, 36 anos, comunicadora social, ao ter que voltar a morar com sua mãe, precisou desfazer-se de muitas coisas, para comodar-se no novo espaço. Assim, percebeu a quantidade de coisas que havia acumulado na última década. Após um longo processo de reavaliação de suas coisas e sua vida, Fernanda passou a doar e jogar foras coisas que já não faziam parte de sua vida.

E essa faxina não deve limitar-se, somente às coisas. É possível sair de relações que não lhe fazem mais sentido, mesmo que estas sejam de trabalho. Também é uma boa ideia sair de grupos que não frequenta mais.

Já citamos Ryan Nicodemus. Ele era bem-sucedido na carreira de publicitário, até receber um projeto no qual teria que vender celulares para crianças de 5 anos. Assim, resolveu livrar-se de tudo que não considerava essencial, o que correspondia a 80% de tudo o que ele tinha.

Após isso, juntou-se com o amigo e ex-empresário Joshua, que aderiu ao estilo, após a morte da mãe e criou o blog The Minimalists.

Como o Minimalismo te ajuda a poupar dinheiro

Este é um estilo de vida em que, vivendo com menos coisas, temos, mais tempo, espaço, energia e dinheiro para vivermos nossa vida.

Muitas pessoas que aderem ao minimalismo não, necessariamente, afundaram-se em dívidas, antes de aderir. Mas viam todo o seu dinheiro ir embora em coisas que se acumulavam em suas casas.

Após fazer a transição, muitos viram que poderiam se dedicar a suas verdadeiras paixões. Seja viajar, dedicar-se a seus hobbies, estar mais presente com os amigos ou a família. E mais: gastando menos, é possível poupar dinheiro e não ficar mais tão dependente de um salário.

O minimalismo é um estilo de vida que tem muito a oferecer a quem adere a ele. Você pode começar essa mudança, simplesmente jogando fora o que não está mais em condições de ser usado.

Depois disso, é um ato muito gratificante o de doar o que ainda está em bom estado mas você não quer mais. Se o que você tem é algo de valor, mesmo que não seja para você, é possível, também vender, como fez Isabel.

Caso você possua alguma habilidade manual, também é possível reaproveitar o que você tem, para dar uma segunda chance às suas roupas ou ressignificar objetos do cotidiano para outros usos.

De qualquer forma, o minimalismo vem também como uma esperança para o, cada vez mais provável, colapso para o qual nossa sociedade de consumo parece estar se encaminhando.

Sua vida pode ser ainda mais próspera de conseguir desapegar do que não necessário pra você. Pode pode concentrar em conquistar sonhos que realmente importam. Talvez este não seja, seu estilo, mas pode contribuir para adquirir o que sempre sonhou. Lembre-se das fases da nossa vida financeira: segurança, independência e liberdade. Que tal utilizar o minimalismo para alcançar a próxima etapa?

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